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29 agosto, 2015

Um simples imenso

A paz, o sentimento bom em matar o cansaço na cama, o frio no cobertor. Os problemas se afastam por um curto momento, porque a questão maior é o descanso quando o corpo já não aguenta e os olhos insistentemente se fecham. 

A paz, o sentimento bom no banho, na limpeza corporal, na tranquilidade das águas, no som do chuveiro, nas impurezas que escorrem, das energias que encontramos, daquilo que descarregamos, dos pensamentos que melhoram - pelo menos os meus. 

A paz, o sentimento bom no cheiro da comida de nossas mães, do tempero do feijão, do molho do macarrão, do doce na boca, do gosto, da repetição da sobremesa, do suco fresco, da comida quente, de saciar a fome e ao mesmo tempo ser feliz no paladar. 

A paz, o sentimento bom de uma tarde, de uma rede, de uma paisagem, de uma noite, de contemplar o mar, de um céu bonito, de uma lua cheia, de uma conversa prazerosa, de um passeio, de uma música, de uma leitura, de deitar na grama, de esquecer algumas coisas. 

A paz, o sentimento bom de abrir mão de qualquer disputa, de se declarar perdedor para ser livre, de se declarar qualquer coisa, de fazer as malas, de seguir outros caminhos, de ver outras coisas, de conhecer novas pessoas, de ter outros papos e de também calar, de silenciar, de se conhecer melhor. 

A paz, o sentimento bom de certas poesias, do som da flauta, de certas notas que se tocam num piano, de algumas pinturas que transmitem calmaria, da arte serena. 

A paz, o sentimento bom da simplicidade, de não precisar de muita coisa, de sentir o que temos, o que experimentamos, as sensações que nos deixam leves e por um tempo satisfeitos. 

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