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19 agosto, 2015

NÃO INSISTE QUE EU TE DENUNCIO


Não bastava defender o movimento feminista, deveria de ser o "feminismo marxista–leninista"- na verdade, ele não entenderá nada sobre a emancipação da mulher, apenas adotou essa defesa em específico por conta da obsessão por Marx, somente – sua oratória era impecável e os seus textos uma arma a citar grandes feministas que realmente estavam incumbidas com o processo da liberdade humana, no entanto, este camarada de fato não lutará contra a opressão, ao contrário, ele era o opressor.

Embora ele alimentasse o discurso de igualdade de direitos, a mulher em seu íntimo deveria ser aquele ser indefeso, para que ele, o herói, a salvasse de todos e de tudo, para isso era preciso uma moça sem voz, alguém que necessitasse de um ser forte por ela ser incapaz. Também não seria possível ter uma condição financeira um pouco melhor do que a dele, pois isso representaria humilhá-lo gratuitamente, portanto, qualquer convite se transformava em guerra.


A companheira deveria se submeter aos seus caprichos, deveria servi-lo e se possível sempre no quarto em um fetiche de puta, mas por que  s e m p r e  o fetiche da puta? Obviamente eu questionava a insistência desta figura. Eu já havia entendido, porém eu perguntava, queria ir mais a fundo, mostrar se teoria e prática realmente se casavam, seria um processo de reflexão, todavia, ele não se permitia, somente encenava uma postura fora do quarto, ele vestia a sua máscara, e eu de alguma forma a tirava - foi o fim.

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