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10 maio, 2015

No silêncio

Disputar quem tem mais culpa
ou argumentar a igualdade da culpa
a igualdade da mágoa 
quanta coisa que cansa
e a vida que passa.

Eu quero me libertar de aflições voluntárias
somos livres para escolher outros caminhos
para deixar de cutucar feridas
para enxergar os nossos próprios movimentos
e perceber o quanto a gente mesmo se golpeia. 

O tempo quanta coisa nos revela
ele nos dá, ele nos tira
a gente sapateia se ele tira, 
mas só depois de muitas voltas no ponteiro do relógio
a gente entende do que se livra
ou do que nunca daria certo. 


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