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17 agosto, 2014

PULSA

Mundo vasto 
este mundo não é sertão
quero quem comigo queira
conhecer a imensidão. 

Das pessoas que lutam bravamente 
estas me fazem ver que nem tudo é em vão
me constroem, as construo 
e nos formamos sem tanto sermão, 
somente lutamos pelo que vive
no coração, 
somos garra e tudo isso virá uma canção. 

Interessante é o interesse de querer um pouco mais, 
de ouvir outras coisas,
de presenciar outros fatos, 
a beleza do que é novo numa mente jovem e velha,
a beleza de olhar outro canto que grita vida,
e me fascina a querer conhecer todos que gritam.

Eu sou cores, e o cinza deste céu já desabou rancores
hoje não vive o fel, mas outros sabores, 
que tocam o céu da minha boca, 
e arde a vida que me é tão louca.

Jogo a toalha para o morto
porque estou viva 
e por isso fico rouca.

Canto e falo com quem sabe que a vida
não é somente uma grande ferida, 
é ela nossa linda, nossa querida
amada vida 
e grande poetiza.