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09 abril, 2014

O universo do meu verso

Transborda
Aqui dentro
Bate pra fazer arte
Em cada parte dum sol
Poente

É feito alarde
Que proclama
O fogo da tarde
Na cama chama duma nuvem
Vista no final da mente


O universo do meu verso


É peito aberto
Que sangra e nasce
De um canteiro torto
Uma rosa linda

Cavuca a terra
Pra plantar semente
Pra colher o fruto
E comer contente

É um aguardente
Que se embriaga
Com as histórias de vida
De qualquer gente


O universo do meu verso

É o céu de coração erguido
É a canção que cura o doente
A chave que liberta o prisioneiro
De si mesmo

Não tem nome
Nem tem dono
E nem tem rima

É um mistério
Que pulsa o papel
A caneta e a tinta

Canta o que grita
Escreve o que não se fala
Enxerga o que se esconde
E traduz todo um querer.

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