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16 março, 2014

Mulher, mulher...

Do meu seio já jorrou muito sangue
Se eu deixar minha vagina exploram
Mas não sou depósito de esperma
Nem fui feita pra lavar cuecas.

Não sou um objeto pra você usar
Mandar, calar e descartar
Não sou a única a zelar por este lar
Eu tenho voz e quero falar.

Não adianta se você disser não
Se quiseres pode até retrucar
Se me bateres vou revidar
Tenho músculos, podes apostar.

Se a consciência não chegar até você
Então te esclarecerei argumentando
Se a história não te vieres
Então te apresentarei minhas feridas sem estancas.

Mas tu sabes bem meu amor
Que os fatos nos revelam verdades doloridas
Certas reivindicações nos tiraram a vida
E tantas outras tentaram cortar a nossa língua.

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