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17 novembro, 2012





Numa folha qualquer
Eu rabisco um desenho estranho
E com dois braços e seis pernas
É fácil fazer uma aranha.

Corro o lápis em volta
Do corpo e construo uma teia
E se faço pensar
Com duas cores
É uma cilada.

Se um pouquinho de veneno
Cair na corrente sanguínea
Não vai ser cruel
Num instante imagino
Uma presa impedida
De voar para o céu .

6 comentários:

  1. Olha só!
    Nem acredito, postou uma de suas obras!
    Adorei, mas posta os outros.

    Beijos.

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  2. Adorei o remake de aquarela.
    Um ponto de vista e uma sintonia totalmente diferente, dando a tua personalidade e empregando teu jogo de palavras com malícia.
    Parabéns

    Aguardo mais uma visita tua lá, quando quiser.
    diademegalomania.blogspot.com

    agradecido

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    Respostas
    1. Dando a minha personalidade ? será? rs

      Pode ser um pouco ! Penso que acabamos por reproduzir coisas que vivem em nós e outras vezes coisas as quais observamos em outros , e por nos questionarmos ou tentarmos entender aquele comportamento acabamos por deixar que esta indagação faça parte de nós ainda que minuciosamente.

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  3. Prendeu a vítima na teia e a leitora nos versos.
    Gosto da originalidade e aqui não falta.
    Parabéns!

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