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04 novembro, 2012

Zen






Deitada na grama – fiquei assim por duas horas , enquanto a brisa me abraçava e fechava os meus olhos  , o canto dos pássaros de longe levaram os meus pensamentos aos montes que acolheram e renovaram a resistência vital de orientar como andar entre as pedras sem machucar-se tanto .

O cobertor que o sol trouxera para aquecer o meu corpo refletiu ideias com vontades de partirem rumo ao desconhecido , a manifestação do novo que poderia ser também o velho em outros trajes .

A pintura do céu em cinza , com poucos tons na cor azul não esfriavam os sentimentos , apenas acalmavam-os , pareciam amadurecerem entre verdades e caminhos , formavam-se , fortaleciam , ousavam adentrar em lugares escondidos com paisagens nunca antes reveladas , porque o medo decidia o destino .


Foi uma tarde de primavera sem muitas flores  , feita de sabores amargos e doces , destes que se colocam na boca e no primeiro instante  parece azedo prová-los , mas depois que desmancham por completo  , você consegue sentir  e entender que valeu a pena o primeiro momento .

6 comentários:

  1. O vento é possuidor de um poder incrível. A brisa leve que faz com que tudo flua até os pensamentos mais pesados. Leva abraços aos que estão distante.
    Os segredos de uma natureza que só com simplicidade se poder obter.
    Sempre enxergo isto em você...
    Hahhaha... Minha pequena e grande aprendiz da vida.

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  2. Senti-me lendo um texto sobre algumas tardes que já vivi.
    Você consegue escrever com a mão alheia. Tão poder se achar em outros escritos...

    Essa frase em especial martelou em minha cabeça:

    "A manifestação do novo que poderia ser também o velho em outros trajes"

    Sensacional!

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