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18 julho, 2012

MOVIMENTOS


A música é um conc(s)erto que se transforma na alma.
Canta os pensamentos sem termos contado para ela os nossos momentos.
Os ritmos acompanham a frequência que bate no peito.
Como adivinhar segredos?

É talento compor.
É magia descrever.

Criar som para as palavras e acordes já existentes .
As misturas revelam e se revertem em passagens e paisagens.

7 comentários:

  1. A música nos leva para diversos lugares! Alguns desses lugares são aqueles que jamais gostariamos de ter saído!
    E isso a torna tão especial!
    Amo vc!
    Bjs

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    1. Também ♥-te

      Cadê seus textos Carol? saudade deles!

      Beijo ^^"

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  2. Alguém, o Jefferson, comentou "coração metrônomo", mas creio que há ritmo até no não-ritmo, os poemas de João Cabral sempre impregnados do som das pedras, pois as pedras falam. O Padre e Orador Antonio Vieira uma vez disse ter recebido uma carta meio que desaforada, ficando na dúvida se a respondia ou não. Depois de muito pensar, resolveu responder com a certeza de que "se até as pedras respondem - o eco - por que ele não a responderia". Mas, é nesta inquietação, neste constante indagar é que as misturas revelam e revertem passagens e paisagens. Bem, a gente vai se vendo por aí, Fernanda, a musa, e sabe que eu nunca fui de dar bola para essas preocupações de viés greco-romano, as mitologias e tal, até que até. Reparou que o até é o momento em que tive a sorte de conhecer uma certa moça chamada Fernanda Teles.

    A musa

    O sol se pôs e a noite trouxe a paz.
    Então, pensei na minha musa bela.
    É dela o meu cantar, agora eu sei;

    Se é triste o teu olhar um dia há
    De ver somente a cor que alegra a vida,
    De ser somente o amor que dá sentido,

    De ser somente a flor que dá a graça.
    A noite foi-se, o dia trouxe a luz,
    E nova vez pensei na minha musa:

    A boca tão bonita, os teus cabelos
    Assim macios, lisos, seda pura.
    Agora, vejo o teu olhar brilhar;

    A noite me confunde, ela é alegre,
    e pelos parques anda, tem o riso
    Aberto; é minha estrela amiga – a musa!

    :)

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  3. Nossa que surpresaaa boa =)

    Adorei ,acho que não tenho palavras para agradecer tal presente!

    Obrigada ^^"

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  4. Você fez um lindo poema, de calibre forte, perambulando pelas incertezas, mas com o pulso firme, com convicção, ei-lo, publique-o. Eu já fiz paródias e, caso você quiser procurar no meu blog, encontrará uma da "Canção do exílio", de Gonçalves Dias, é um ótimo exercício para ampliar os horizontes. Taí, tem um outro poema "Irene no céu" de Manuel Bandeira, por que você não tenta fazer uma paródia com ele? Enquanto estou aqui escrevendo essas mal traçadas ----------- pensei em fazer um, mas deixo para você. Que tal? Voltando ao poema que você postou no meu blog, ficou muito legal. É um trabalho seu, uma paródia não perde a autenticidade, dá no mesmo poetar sobre uma árvore como em cima de um poema que a gente já existe, o que importa são os novos olhares. Abraços, Fernanda!!!!!!! PS - Ficou muito legal, boa sacada mesmo, descambar para os lados do alimento, a marmita e escrita calharam muito bem.

    Os por quês que a vida dá
    São voltas que eu não sei explicar
    Marmotas dizem para eu continuar
    O que falar?
    A ciência não traduz o meu questionar
    Escrevo para matar na mente tudo o que sente
    Nunca fica ausente
    Quanto mais insisto pela escrita
    Mais defeito encontro nesta marmita
    Que consumo todos os dias mas não é comida
    É outro tipo de alimento
    Que engorda
    E sempre me deixa com mais fome ainda
    Porém isso , eu não sei explicar!

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  5. Você havia me perguntado sobre os desenhos, no início dos anos 90 comecei a desenhar por acaso, geralmente são charges, agora é que resolvi scanear os meus rabiscos. Vou postá-los devagar. É isso. Abraços (mas você tem que abrir os braços) eheheh brincadeira.

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