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11 julho, 2012

CICLO


O que tem que ser enxergado é escrito
O que tem que ser escrito é escondido
O que tem que ser escondido ameaça
O que tem que ser ameaçado revela-se
O que é revelado perde-se .

O que está perdido não tem jeito
O que não tem jeito não conforma-se
O que não conforma frustra-se
O que frustra morre
O que morre desaparece .

O que desaparece deixa lembranças
O que deixa lembranças conta histórias
O que conta histórias revive
O que revive lamenta
O que lamenta chora .

O que chora recorda
O que recorda mostra-se
O que mostra sente
O que sente finge
O que finge engana .

O que engana não entende
O que não entende não percebe
O que não percebe descarece
O que descarece esquece
O que esquece enterra-se .

"E o que enterra-se vira adubo , para quem sabe nascer outra vez".




6 comentários:

  1. E o que enterra-se vira adubo, para quem sabe nascer outra vez...

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    1. Adorei a sua conclusão . Vou utilizar , rsrs!! ^^"

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  2. E se nasce, pode ser enxergado...
    "E o que tem que ser enxergado é escrito..."

    Ciclos infindáveis...
    Somos apenas a continuação de uma eterna repetição?

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    Respostas
    1. Como escreveu o Jefferson : "E o que enterra-se vira adubo, para quem sabe nascer outra vez". Será que isto ajuda?
      Eu também não sei se somos uma eterna repetição , vejo mudanças dentro do mesmo ciclo. Complexo? Pode ser!

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  3. Instigante os seus versos, convidam-nos a morrer para renascer, e é isso mesmo, morrer para o passado e para as apreensões do futuro, viver sempre no presente é o que há. Novos olhares, gostei imenso.

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  4. Não pare o mundo, pois, ficaremos onde estamos!

    Fernanda em Pessoa, a Srtª está acabando com tudo?
    É vendaval! Segurem-se ela está à solta!
    Acaba de passar em minha mente aquela frase de T.S. Eliot. Acredito que nesta altura não precise citar, afinal temos a danada de cór em nossas mentes!
    Parabéns. Sinto que não há limites para você!
    *Lembrei-me de Andréia! Esta diz: - Não sou estado para ter limite! Risos*
    • Ps. Saudades...

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