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16 junho, 2012

TELEXOS


Não mais aprecio aquilo que sai de minhas entranhas
Já não as quero.
Chega dos mesmos discursos,
São palavras em desespero
Que agridem a alma sem pouca solução.

Rasgo alguns textos
Outros ficam guardados , e vários incompletos .
O que adianta escrever o que já foi transcrito ?
Como agora faço : - Falo dos meus escritos em des-pe-da-ço.

Eles precisam de ar ,
Quando voam , voam sempre no mesmo lugar

Tento encontrar uma nova fórmula ,
Mas a ideia retorna contra minha própria vontade
Anseios vivem para encorajar diferentes caminhos.

Eu não entendo onde eu erro – fico enjoada
Um vício , um ciclo em pausa
Ainda que eu coloque cores ,
Flores , amores , misérias , mistérios

Não sei , mas sinto que são sempre iguais .





3 comentários:

  1. Deus olhai os pássaros!
    Pois estes se tornaram nosso foco, aqui tudo voa e tudo pousa!
    Perdoai-nos!

    "Lembrei-me de uma frase que gostamos Nanda:
    Não deixaremos de explorar e, ao término da nossa exploração deveremos chegar ao ponto de partida e conhecer esse lugar pela primeira vez".
    T. S. Eliot

    Talvez o que sinta seja somente tua essência, pois ela sempre retorna...
    Tempos de procura minha amiga! Gostei do poema.
    Prazer em conversar sempre com você!

    Desculpa mas, o Fernando (Ricardo Reis) veio aqui me fazer recordar de um poema:

    Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
    Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
    Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
    (Enlacemos as mãos.)

    (...)

    Journey ☼

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    Respostas
    1. Lídia??...puxa eu gostava da Lídia , mas lembra-se da ISMÁLIA?...deixa para lá!

      Obrigada Ricardo Reis , por favor venha visitar-me aqui em casa , e não invente de ficar na estante , porque eu fico furiosa !

      ^^'

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  2. Padecer da insanidade alheia, ser vômito escolhido, repetido, círculo vicioso e repartido por poetas sem motivos, mas com um único argumento, sem fim...

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