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25 junho, 2012

Involuntaria...mente


Sono Suma.
Foge daqui.
Estou farta de ti.
Abuso de seus entorpecentes.
Eu não os pedi.
Força-me a algo que não quero. Será que não entendes?
Sinto muito , mas hoje não irei contigo , preciso de outro tipo de abrigo , os teus olhos sempre fecham comigo . Você só observa-me quando estou a dormir.
Ao acordar brigastes porque não queres distância de mim , como se o meu dia fosse resumido em ti . Levo tempo para tirar-te da cabeça , o corpo irrita-se pelos comandos que tento ordenar , sem solução suplico.
Conta-me estórias em plena madrugada e nem sabes se quero escutar , enxergo e as vezes não consigo interpretar . Que sonho maluco foi esse que você me deu?
Agradeço os presentes , compreendo o carinho , contudo , por favor , deixe-me sozinha!

Efeito Estufa

 
Disse bom dia e sumiu . Não parou , não ficou , nem pensou , partiu sem companhia numa estrada vazia . Formava chuva em sua face , tempestade no olhar , nuvens escuras abrigavam lembranças para aquele andarilho  da vida que quase não podia falar.
A natureza queria explodir dentro do peito , feito catástrofe ou bomba nuclear . Tudo sufocava como se não pudesse respirar , partículas ficavam retidas no ar perto daquela  camada do cérebro que nada deixava passar. Era sujeira grande , o vento não dispersava , apenas bagunçava ainda mais .
Palavras eram câmaras de gás que quando sentidas matavam , intencionadas a corromper a própria alma , já não era o “manto” , e sim qualquer coisa que começava apodrecer .
O cheiro dos pensamentos putrificavam conexões que fossem corretas , a água não matava a sede , comida não cessava a fome e cobertores não aqueciam . Perdição da essência .
O homem cansado sentou-se no chão de barro , quintal de tua casa , sem teto e parede .Rua aberta que engolia as pernas e queimava os miolos . O esgoto com lama penetrava os sentimentos , destruíam movimentos e desembocavam em rios de lamentos.

16 junho, 2012

TELEXOS


Não mais aprecio aquilo que sai de minhas entranhas
Já não as quero.
Chega dos mesmos discursos,
São palavras em desespero
Que agridem a alma sem pouca solução.

Rasgo alguns textos
Outros ficam guardados , e vários incompletos .
O que adianta escrever o que já foi transcrito ?
Como agora faço : - Falo dos meus escritos em des-pe-da-ço.

Eles precisam de ar ,
Quando voam , voam sempre no mesmo lugar

Tento encontrar uma nova fórmula ,
Mas a ideia retorna contra minha própria vontade
Anseios vivem para encorajar diferentes caminhos.

Eu não entendo onde eu erro – fico enjoada
Um vício , um ciclo em pausa
Ainda que eu coloque cores ,
Flores , amores , misérias , mistérios

Não sei , mas sinto que são sempre iguais .





09 junho, 2012

"QUADROS"

 
Desenhos são engenhos 
 
Asas de pássaros com empenho 
 
Que partem do galho em nevoeiro 
 
Carregam surpresas no horizonte 
 
E deixam presentes a céu aberto 
 
Como as nuvens que fazem figuras de algodão 
 
São eles que falam sem palavras 
 
Constroem imagens pela visão 
 
Traços e pontos já possuem destinos 
 
Projetos aguardam repercussão 
 
As pinturas acompanham molduras 
 
Para o conteúdo da reflexão.

"AUÊ"


Nossas manhãs serão lembradas
Por batalhas travadas
De respeitar o respeito
E questionar o direito
Porque sei o chão que piso
E não tolero falta de educação
Suporto , mas não fico calada
Não coloque os seus critérios
Sem entender significados
Eu vejo "hierarquias de anarquias "
Profissionalmente traduzo como imaturo as tuas ações
Que colocam em desespero o ambiente
Pela incapacidade de tuas mãos
No final das contas
A geleia real tinha prazo de validade
Venceu há dois anos
E você nem percebeu
Que pena!

HISTÓRIA DO BRASIL

Vem cá!
- De-me tudo que for teu.
- Num possu não sinhô , tenhu nada.
- Mando chicotear e arrancar-te os olhos . De-me tudo já disse !
- Sinhô pur favô me entenda , é sufrido pra mim , malaguentu . Me dê diiiscansuuu.
- Negrinha bastarda , cala-te ou pedirei para açoitar-te .
- Si sinhô!
- Agora esfregues todo o chão , depois vá até a cozinha e traga-me o que comer . Vá logo.
- Sinhô me deixa sentÁ um poco? Tô bastanti can-sada.
- Negrinha infeliz some daqui . "Eu" ordenei , CUMPRA !
- Si , si , si , me-vô sinhô

(...)

- Sinhô , aqui tá o café i o bolu de fubá.
- Tá , deixe ai na mesa.
- Vá se lavar , tirar esta imundice do teu corpo que mais tarde eu vou "deitar contigo".
- Cumigo sinhô ?
- É ... com você mucama e, não quero saber de choro desta vez , porque caso contrário irei machucá-la ainda mais.
- Si sinhô !

07 junho, 2012

V E N T U R A

 
A alegria enriquece os dedos da vida 
Trás as cores das horas contidas


São idades que os risos despertam 
Dos instantes a passarem rápidos 
Os melhores que sempre escapam 

A memória a retroagir 
Para viver o que já foi vivido 


Felicidade é um espaço dentro do tempo
Geralmente da pequena coisa o melhor momento.