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11 maio, 2012

Prove que você não é um robô

 
  Perdi as contas de quantas vezes eu já disse detestar esta frase citada logo acima.
- Repugnante!
- Fico a pensar:
-  Por acaso o robô deixa comentários em um blog , a tecnologia avançou tanto assim?
O que manifesta-se em mim é um grande sarcasmo de quem a criou , e infelizmente parcialmente verdade.
A questão não é existir um sistema programado para sair a digitar pelo cyber espaço , o pensamento vai muito mais além do que a sistematização , pois ele envolve-se com a razão e emoção(humanização) , porém , será que para toda esta globalização alienamo-nos , como que quase um robô?
- Pode ser!
Ainda assim , penso que aquela colocação é desagradável , possivelmente porque eu não me encaixe nela.
Tomemos como exemplo o facebook - coisa interessante:
 "Possuo amigos que não tenho ; participo de correntes sem um elo ; clico em curtir para ser aceito ; deixo bom dia , boa tarde , boa noite e etc para uma rede que reproduz a minha mensagem , contudo , eu mal olho para o vizinho ou cumprimento-o quando saiu para a rua ".
- Alguma coisa inverteu!
- Paradoxo.
- Solidão demais , estou online , off-line .
- Sou virtual !
- Eu sou tão somente virtual?
O capitalismo está saturado , fora consumirmos objetos em demasia para suprir solidões , consumimos pessoas com a mesma intenção , porém, de forma contrária .O problema é toda esta ilusão .
A necessidade de se colocar , repensar , de estar no mundo é repugnante .
- Cadê o lucro?
Certamente porque a desigualdade sempre "aprisiona "enorme parte da população , entretanto , outras classes sociais com o poder econômico diferentes não são distintos neste requisito .
Poucos casais casam-se hoje , mas , com certeza dentro de poucos anos aqueles que pretenderem casarem-se  legalmente , ficarão em suas casas , a noiva na residência dela clicara no sim , e o noivo a mesma coisa .
-  Quanta separação !
Os filhos verão os pais apenas pela webcam . Os velórios , o enterro serão exibido através da internet .
Eu nunca fui a favor daqueles bichinhos virtuais ( não via graça) , não tive quando criança , detestava , e agora o que posso dizer?
No Japão você cria a sua namorada eletrônica, conversa , passeia , beija , briga (não sei de qual maneira), e caso o relacionamento "progrida" é possível o casamento com registro , documento , enfim , conforme a lei. 
Ao observar esta "evolução" , percebo convicta que os meus textos(nossos) , embora também inventados e errôneos , são mais vivos , reais , concretos que esta rede social que hora conecta e desconecta.

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